segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Caixas de interruptor e tomada “verdes” reforçam o contato com a natureza

O jovem estudante da Universidade do Norte de Michigan, Andrew Harmon, criou modelos de caixas para interruptores e tomadas que mistura natureza e tecnologia de uma forma inusitada.

tomada
O mundo natural no seu dia-a-dia.

Segundo o estudante, a intenção é levar o mundo natural para momentos onde ele é pouco lembrado, como ao acender e apagar uma lâmpada ou ligar um eletrônico na tomada.

As caixas são forradas com folhas, musgos, flores e pequenos vegetais, criando o efeito natural que relembra às pessoas que, apesar de distante do habitat natural, essas tecnologias continuam impactando o meio ambiente de diversas formas. Esse lembrete é o mote principal da coleção, batizada de “Growth Plate”.

“Ao forçar o contato das pessoas com representantes vivos desse ambiente o projeto promove a conscientização e lembra da sua existência. Isso aumenta a percepção para as sutilezas desse tema e encoraja a busca por maiores informações. Essa procura, por sua vez, se transforma em um novo senso de participação direta no meio ambiente”, diz Harmon.

domingo, 23 de outubro de 2011

Brasileiros adoram escrever difícil, por que será?

A notória criatividade do brasileiro no uso e abuso das letras h, k, w, y, duplicações consonantais e intercalação do apóstrofo injustificado na escrita de nomes próprios e comerciais pode revelar um intrínseco saudosismo pela antiga escrita etimológica.

placa
Aviso anterior à Reforma Ortográfica de 1911,
Igreja do Carmo, em Porto - Portugal.

Muitos desconhecem, mas, até pouco tempo atrás, antes da Reforma Ortográfica de 1931, a até então versão corrente da língua portuguesa no Brasil baseava-se num sistema de escrita etimológica, isto é, procurava-se justificar a grafia das palavras através de suas antecedentes originais, em sua maioria, latinas e gregas.

Assim, por exemplo, eram abundantes grafias com ch (com som de k), ph, rh, th e y nas palavras de origem grega (como em archaico, phrase, rhetorica, theatro e estylo, ao invés das atuais arcaico, frase, retórica, teatro e estilo) e ct, gm, gn, mn e mpt nas palavras de origem latina (como em aucthor, fructo, phleugma, assignatura, damno e prompto, ao invés das atuais autor, fruto, fleuma, dano e pronto), não faltando, também, as falsas etimologias, como a de tesoura escrita thesoura, por sugestão de thesaurus, quando o étimo é tonsoria.

sábado, 15 de outubro de 2011

Uma angustiante experiência de sonho lúcido

Que tal, de repente, no amanhecer do dia, você despertar dentro de um sonho e perceber que continua dormindo e não conseguir mover um centímetro sequer do seu corpo? Bem, caro leitor, é o que tem me acontecido algumas vezes.

O pesadelo (detalhe) - Henry Fuseli, 1781.
O pesadelo (detalhe) - Henry Fuseli, 1781.
Uma das representações da paralisia
do sono na cultura popular.

Enquanto distraidamente assistia a mais uma edição do Globo Repórter nesta última sexta-feira (14), do qual falava sobre os problemas que muitas pessoas tem com insônia, uma das reportagens me chamou muito a atenção. A que falava sobre experimentos científicos em que um biomédico voluntário conseguia se comunicar com cientistas durante o sonho.

Segundo o pesquisador neurocientista que fora entrevistado, Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, isso é possível graças ao fenômeno do sonho lúcido, o sonho em que sabemos que estamos sonhando.

“No sono normal, a pessoa sente que é um ator de um filme que ela não controla. Em um sonho lúcido, a pessoa é o diretor do sonho, o roteirista, o produtor. Ela controla todos os elementos do sonho potencialmente”, explica Sidarta.